Em 2080, mais da metade da população mundial poderá contrair dengue

Um estudo publicado pela revista “Nature Microbiology”revelou que até 2080, 60% da população projetada para o ano correrá o risco de contrair dengue no mundo. Esse percentual é equivalente ao total de 6,1 bilhões de pessoas. Em comparação com os dados de 2015, esse número representa um aumento significativo de 2,25 bilhões de pessoas dentro de 65 anos.

De acordo com as notícias divulgadas pela revistaNature, os fatores que contribuirão para esse aumento de casos de dengue em 2080 incluem o aquecimento global e o aumento populacional em áreas de grande epidemia da doença.

O mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, aparece comumente em regiões tropicais e subtropicais. Com o clima mais quente, os mosquitos tendem a botar cada vez mais ovos, o que aumenta as chances de uma pessoa ser picada pelo mosquito. É por isso que o aquecimento global poderá elevar ainda mais os casos da doença no futuro.

A América do Sul, África central e o sudeste da Ásia serão as regiões com maiores concentrações de epidemias de dengue, considerando que atualmente essas áreas já são consideradas endêmicas. Segundo os dados divulgados pelos cientistas, essas regiões do mundo também serão impactadas com o aumento populacional, o que poderá resultar em uma sobrecarga dos sistemas públicos de saúde entre as nações mais pobres do mundo.

De forma bem resumida, os países que já registram casos de dengue como é o caso do Brasil, terão dias mais quentes com o passar do ano, caso a questão do aquecimento global não seja resolvida a tempo. Isso implicará em mais dias favoráveis para a proliferação do mosquito da dengue, o que contribuirá para mais casos da doença, incluindo os casos mais graves. Se o aumento populacional ocorrer fortemente durante este período, a contaminação será indiscutivelmente maior.

Além desses países que já possuem casos de dengue, os cientistas informaram que países próximos que também sentirão os efeitos do aumento das temperaturas como a costa do Japão e da China, o sudeste dos Estados Unidos, interior da Austrália e áreas elevadas como Argentina e México, poderão registrar casos de dengue.