Conheça os galpões que recebem empreendedores do segmento fashion no Rio de Janeiro, por Donata Meirelles

Localizado no bairro de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, um espaço tem servido como alavanca para empreendedores de diversas vertentes da moda. Chamado de “Malha”, o local é aberto para que pequenos empresários, clientes e fornecedores consigam fechar negócios. A estrutura do estabelecimento, segundo informa Donata Meirelles, empreendedora do ramo fashion, foi concebida levando-se em conta alguns padrões americanos. Nova York, onde é comum este tipo de ambiente, serviu de inspiração para que o ambiente fosse criado, destaca a empresária.

Na região central do município uma iniciativa se assemelha com o espaço citado. Neste caso, contudo, o nome do local é “Goma”. Para que começasse a operar, foram utilizados três sobrados antigos, que passaram por reformas por meio de uma equipe formada por vários profissionais. Após a revitalização desses imóveis, houve a abertura para que agentes da moda pudessem se valer do local para estabelecerem pontos de troca de experiências e comercialização de peças que passaram a a ser produzidas.

Nas áreas próximas aos dois locais, outros empreendimentos recebem diariamente um volume expressivo de clientes, o que acaba influenciando também nos negócios de natureza fashion, destaca a empresária Donata Meirelles. Nesses estabelecimentos que circundam o Goma e o Malha são vendidos alguns alimentos trazidos por produtores de gêneros orgânicos, além de bebidas. A região também é semanalmente agitada em virtude da apresentação de cantores locais, o que suscita com que haja maior atração de possíveis clientes para a compra de roupas, calcados e outros itens de moda.

O nome deste último espaço citado é “Junta Local”, em uma alusão ao fato de congregar produtores oriundos daquela própria região, numa tentativa de fazer com que o comércio local seja promovido. Além de reunir tais comerciantes, o espaço funciona juntamente como uma espécie de plataforma para o projeto “Sacola Virtual. A estrutura do local foi modificada com o intuito de chamar a atenção de um número grande de pessoas que transita por lá todos os dias. Segundo reporta a empreendedora, trata-se de um espaço que foi elaborado com cores e decorações vibrantes. Dessa forma, o estabelecimento tem atuado no sentido de dar mais fôlego para os empreendedores de pequeno porte daquela região.

Assim como a Junta Local, o espaço Malha é considerado uma espécie de oásis para quem deseja empreender, mas não dispõe de grande capital. Fundado no ano de 2016, Donata Meirelles explica que o ambiente tem conseguido se manter em operação mesmo em meio às constantes oscilações de ordem econômica. Da mesma maneira como este empreendimento, outras 500 empresas de pequeno porte dividem espaço. Para a atual gestora do espaço, Lilly Clark, que possui mais de 3 décadas de experiência nesse tipo de negócio, algo que favorece o fluxo de comercialização é a localização estratégica do ambiente, uma vez que é rota de diversos transeuntes.

De acordo com a executiva, o espaço se localiza próximo às zonas Norte e Sul da cidade. Assim sendo, torna-se possível fazer contato com as culturas presentes nessas regiões do Rio de Janeiro. Lilly também ressalta a importância do local no que se refere ao enriquecimento cultural por meio da troca de experiências com empresários e a população local, facilitando a criação de novos e mais estruturados negócios na área. Todos os envolvidos nas dinâmicas de compra, venda ou visitação são tratados em caráter de igualdade, representando um importante diferencial para o estabelecimento, pontua a gestora.

Segundo informou Manuela Yamada, designer responsável por fundar o espaço Goma, este tipo de interação faz parte da chamada “Economia Colaborativa”. Para ela, esta de se estabelecer negócios representa com maestria o perfil do pequeno empreendedor carioca que, em meio as revezes financeiros cotidianos consegue empregar a criatividade e o corporativismo para estabelecer novos negócios na cidade. Buscar uma forma de atuação que funcione em sistema de rede tem favorecido vários grupos de empreendedores, defende Manuela.

Manoela esclarece que muitos negócios são criados a partir de circunstâncias que num primeiro momento parecem não ter solução. Mais do que fazer parte de um movimento empresarial que está em alta no mundo da moda, ela explica que se trata de um modo de se lidar com problemas frequentes do cotidiano, extraindo-se o melhor que estes revezes possam ocasionar para as populações locais. Donata Meirelles informa que a criatividade passa a ser empregada para a resolução de vários problemas das regiões onde funcionam tais estabelecimentos, ao passo que gera renda para as famílias dessas áreas.

Conforme esclarece Gabriel Pinto, que gerencia a área de Indústria Criativa presente na FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), este modelo de empreendedorismo mostra especial crescimento entre os negócios que dependem de algum movimento de criação, como as empresas de moda, por exemplo. Ele destaca que, embora estes empreendimentos sejam considerados de pequeno porte, eles conseguem se destacar em razão de gestões, produtos e serviços extremamente criativos.

Saiba mais sobre Donata Meirelles: https://www.marathi.tv/celebridades-brasileiras/quem-e-donata-meirelles/