Embraer irá pagar US$ 1,6 bilhão aos acionistas após fusão com a Boeing

A gigante da aviação brasileira Embraer pretende distribuir a quantia de US$ 1,6 bilhão (equivalente a R$ 6 bilhões com base na atual cotação) aos acionistas da empresa após a conclusão da fusão com a Boeing. O valor pretendido pela Embraer aos acionistas é relativo a dividendos. As notícias sobre o valor que será disponibilizado aos acionistas foram divulgadas pelo vice-presidente da Embraer, Nelson Salgado, no dia 16 de janeiro de 2019. As notícias foram veiculadas durante a ocorrência de um evento propício na Bolsa de Nova York, Estados Unidos.

“Nossa intenção é oferecer a quantia de US$ 1,6 bilhão relativo aos dividendos ligados aos acionistas logo que a transação torna-se concreta. A fusão entre as duas empresas irá gerar uma empresa capaz de arcar com R$ 6 bilhões aos acionistas e possuir R$ 3,7 bilhões de caixa líquido”, diz Salgado.

No dia 16 de janeiro deste ano, a Embraer já havia feito o comunicado ao mercado financeiro pela manhã de que faria a distribuição deste valor aos acionistas da empresa. Salgado afirmou em tom de defesa que a fusão entre as duas companhias resultará em uma empresa muito mais forte e com perspectiva de crescimento muito mais rápido. “São longos anos de muita história e conquistas na indústria da aviação, algo muito importante que deve ser mantido. Ao olhar para a indústria da aviação comercial, podemos observar que essa parceria vai oferecer mais fortalecimento e grandes oportunidades de mercado com os jatos E2”, explicou Salgado.

No mês de julho de 2018, a Boeing e a Embraer tornaram público a intenção de uma parceria e assinaram um acordo oficializando isso. Esse tipo de acordo no setor de aviação comercial é conhecido como “joint venture”. Já no mês de julho do ano passado, estava certo que se a parceria entre a duas gigantes da aviação fosse firmada a norte-americana Boeing possuiria 80% da nova empresa, enquanto a Embraer teria os 20% restante do controle da nova empresa.

Com a fusão das empresas, a área de defesa, segurança e aviação executiva segue com o total controle da Embraer. Existe um trecho no acordo de fusão entre as duas empresas que oferece a possibilidade da Embraer vender os seus 20% se for o caso.