A perda do Museu Nacional, o maior patrimônio público e histórico brasileiro

O Museu Nacional foi a marca da história da relação entre Brasil e Portugal desde 1818, a qual demonstrou a vinda de Dom João VI e a Família Real ao Brasil, já que houve o período de retirada graças ao Bloqueio Continental promovido por Napoleão Bonaparte à Portugal. E o seu relato se dá todo no pretérito passado, já que em 2018 que foi o marco da existência de 200 anos feito em junho ao mesmo tempo foi um ano de celebração, foi um momento de tristeza, já que o Museu passou por um acidente catastrófico, com a perda de mais de 20 milhões de itens, que fizeram parte da formação da ciência, cultura e tecnologia do Brasil, e o maior museu da América Latina, com um acervo Antropológico configurado como o quinto maior do planeta, praticamente em 100% perdido em chamas.

De acordo com o portal de notícias BBC News, o Museu Nacional guardava mais de 20 milhões de itens de estudo e sob comando da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, e sob os quais o Museu se orgulhava por ter a “Luzia”, que era o fóssil original e a representação plástica de como teria sido o primeiro ser humano encontrado no Brasil, que data mais de onze mil anos, que foi encontrado em Minas Gerais. Em seguida outro item muitíssimo relevante é o Meteorito Bendegó que conta com 5,36 toneladas, que existe de um período anterior ao da existência do planeta Terra, datado com mais de 4 bilhões de anos. E graças a sua estrutura cristalina ele tem uma alta resistência a temperaturas elevadas, dessa forma mesmo após o incêndio nada ocorreu com sua estrutura, um dos raros itens que não sofreu com a incineração do Museu Nacional, carinhosamente chamado de Museu da Quinta da Boa Vista, localizado no bairro de São Cristóvão, zona Norte do Rio de Janeiro. E uma coleção raríssima, única no Brasil, que era o acervo de paleontologia, onde habitava o esqueleto do primeiro dinossauro de grande porte montado no Brasil, o Maxakalisaurus, também encontrado em Minas Gerais.