Estudante de Recife com poucos recursos conquista uma vaga no IME

Um dos maiores desafios para estudantes que sonham em cursar uma universidade é a seleção dos vestibulares. Boas escolas privadas e particulares têm a tradição de selecionar os alunos mais preparados para os cursos que oferecem em suas instituições. É preciso de foco e determinação para se sair na avaliação que poderá influenciar a formação do futuro profissional. Além dos desafios, existem estudantes que precisam superar as dificuldades econômicas e assim alcançar o sonho que tanto almejam, alguns até fazem parte de notícias de sites.

A estudante de 19 anos, Bárbara da Costa Araujo, está entre os jovens que com poucos recursos não olham para as dificuldades e conseguem se sobressair. Com a ajuda de seu professor de matemática, a jovem conseguiu embarcar de Recife com destino para o Rio de Janeiro, onde fez a sua matrícula para o curso Militar de Engenharia (IME), um dos mais respeitados do país.

O instituto que ela irá cursar é um dos mais concorridos do Brasil, foram 6,3 mil alunos que se inscreveram para as 98 vagas disponíveis no IME. De acordo com o professor da jovem estudante, Francisco Antônio Martins de Paiva, nessa prova é difícil até mesmo para os professores acertarem metade das questões.

Não é comum que uma aluna com o perfil da Bárbara esteja entre os estudantes da instituição que em sua maioria têm sua origem em escolas particulares e são da classe média e alta.

Na família, ela é a primeira que entrou em uma faculdade. Sua mãe e vó trabalharam em grande parte de sua vida com faxina.

Até a 8° série, a jovem estudou no bairro de Vila União apontado com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,467. Após conseguir uma bolsa em uma seleção com mais de 400 jovens, Bárbara passou a frequentar uma escola particular.

Mirando no vestibular Bárbara conquistou uma vaga nas turmas especiais que têm foco na preparação para os vestibulares do IME. A sua preparação lhe rendeu um bom fruto, ela conseguiu entrar na Universidade Federal do Ceará (UFC) mas preferiu o IME. Apesar de saber que é uma exceção, a jovem estudante não deixa de sonhar alto e cursará engenharia mecânica.