Desaceleração de exportações chinesas, em novembro de 2018, contrariou previsões

Normalmente, dentre as várias notícias da seção de Economia, encontramos várias em relação à China, mas quase sempre elas são positivas ao desenvolvimento do referido país, sendo algumas até mesmo, certas vezes, notícias ruins para o Brasil, em contrapartida. Todavia, a Economia nunca se mantém a mesma por todo o tempo, e mudanças realmente ocorrem, ainda que temporariamente, vide o recente caso de uma forte desaceleração, durante o mês de novembro de 2018, do crescimento nas exportações que vinha tendo esse “gigante asiático”.

Explicações, é claro, surgiram. Como sempre, quando algo vai muito bem ou piora, procura-se um porquê. Nesse caso em específico, conclui-se ter sido uma diminuição dos efeitos resultantes do carregamento antecipado de embarques. Diminuição essa que teria sido uma consequência direta das tensões comerciais que a China teve, à época, com os Estados Unidos da América (EUA).

Tratando melhor da questão, notamos que houve, sim, uma subida das exportações, em novembro de 2018, mas se a comparação for em relação ao mesmo mês do ano anterior, ou seja, novembro de 2017. Nessa comparação, tem-se 5,4% de crescimento. Não obstante, há uma notável perda de ritmo, já quando se compara os dados de novembro de 2018 com o crescimento que se teve no mês de outubro do mesmo ano, que foi de 15,6%. Esses dados, vale pontuar, foram divulgados pela Administração Geral de Alfândega da própria China. E foram eles, a saber, bem decepcionantes, frente às previsões que vários economistas tiveram para novembro de 2018. Alguns deles, inclusive, chegaram a prever que o crescimento das exportações chinesas, no referido mês, seria de 10,0%.

Agora, tratando-se de comparativo anual, não mais mensal, podemos afirmar que houve, sim, um avanço considerável nas importações chinesas, em 2018, apesar da situação em novembro já tratada. Embora estimassem os analistas consultados um crescimento anual de 14,4%, os 3,0% de fato constatados não chegam a ser uma decepção, posto que positivos, um crescimento da mesma forma, apenas menor, menos intenso. No entanto, vale observarmos, por fim, que em outubro de 2018, a China tinha crescido no seu volume de compras externas, em exatos 21,4%, quando comparado o nível desse tipo de compra no mesmo mês do ano anterior, 2017.