A ideia do ócio como direito deixou de existir em tempos de produzir

Até algum tempo atrás ainda se valorizavam as pessoas que podiam passar os dias sem produzir nada. Porém, hoje a história é bastante diferente. Os tempos alteram os costumes e até mesmo a moral predominante. Nos dias atuais, alguém que não produz nada, mesmo já sendo completo financeiramente, é visto com olhares diferenciados pelo grupo social. De fato, muitas vezes, a própria pessoa não consegue desenvolver uma boa autoestima por ter esse padrão de vida.

À vista disso, é muito comum os profissionais de Psicologia receberem em seus consultórios pessoas incompletas, buscando algo além do material ou do conforto, de boas roupas, viagens e tudo que os recursos financeiros podem ofertar. Mas afinal, o que seria esta procura? Já se foi o tempo em que era válida a frase atribuída ao poeta cubano José Martí, em que o mesmo dizia três coisas necessárias para um homem fazer na vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

No entanto, com o avanço tecnológico, novas produções são impostas a fim de gerar valor social. Consequentemente, ter um blog, um canal no YouTube e contribuir para uma causa social podem ter muito mais valia que árvores, livros e filhos. O termo de produção ganha uma nova perspectiva e nem todos estão preparados para isso. O ambiente do trabalho está se deslocando para qualquer lugar onde exista um ponto de internet de boa qualidade. Dessa forma, produtos on-line ultrapassam as vendas das lojas físicas e, mais inovador ainda, produtos virtuais estão a ganhar cada vez mais força no mercado.

Sendo assim, surge então o conflito interno nos seres humanos entre o que é de fato uma produção e o que se trata apenas de um tipo de lazer com rentabilidade. Observa-se que a Revolução Industrial colocou cada um em sua estação de trabalho. Diferentes momentos do processos ocorreram na Inglaterra, no final do século XVIII e início do século XIX, tornando-se inspirador para países como França, Bélgica, Holanda, Rússia, Alemanha e Estados Unidos. Por fim, transformou-se no modelo de trabalho e produção considerado ideal para maior parcela da humanidade.

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