Petrobras faz um acordo de US$ 2,95 bi para tentar encerrar a ação coletiva feita por investidores nos EUA

Para tentar acabar com a disputa judicial movida por  investidores em território norte-americano,  a Petrobras propôs um acordo para pagar cerca de US$ 2,95 bilhões. Esses números irão apresentar consequências no resultado da Petrobras no último trimestre de 2017, segundo a própria empresa. Essa proposta será avaliada em Nova York, pelo juiz da Corte Federal.

De acordo com a Petrobras, essa proposta acaba com o perigo de passar por um julgamento desvantajoso para a empresa, que poderia ter consequências materiais negativas e que poderiam prejudicar seriamente a situação financeira da companhia. Com esse acordo também se encerram as hesitações, as obrigações e os gastos gerados pela continuação do processo coletivo, de acordo com o que declarou a Petrobras através de uma nota.

O pagamento desse acordo será feito em três vezes, sendo duas parcelas de US$ 983 milhões e a terceira de US$ 984 milhões. O prazo para a quitação da primeira parcela será em no máximo dez dias, depois que o acordo apresentar a autorização inicial dada pelo juiz, e a segunda parcela será paga em no máximo dez dias depois da autorização final. A última parcela será quitada em até 180 dias ou em 15 de janeiro de 2019, o prazo que acontecer por último.

A empresa ainda mantém a afirmação de que foi vítima dos problemas gerados pela corrupção dentro da companhia, que foi de deflagrada pela Operação Lava Jato. Essa tentativa de acordo não apresenta a admissão da culpa ou de que houveram ações irregulares praticadas pela empresa. A Petrobras nega qualquer comprometimento nos casos de corrupção dentro da empresa.

Ainda de acordo com a nota, será pedido pelas partes à Corte Federal dos Estados Unidos, que seja adiado até a autorização final da proposta que foi feita pela Petrobras, a conclusão do processo quanto à aceitabilidade de apelação feito pela empresa, que estava marcado para o início de 2018.

Essa proposta responde de maneira positiva aos interesses da Petrobras e dos seus acionistas, já que o risco de um julgamento realizado por um júri popular e com todas as particularidades apresentadas por processos desse tipo em território norte-americano, poderiam ter consequências negativas aos negócios da empresa.