Empresário Emílio Odebrecht deixa antecipadamente o conselho da empresa

Em uma tentativa de mostrar ao mercado que a empresa mudou a sua conduta, o patriarca Emílio Odebrecht tomou uma decisão apenas quatro dias antes do seu filho Marcelo Odebrecht sair da prisão, onde ficou durante dois anos e meio.

Em uma reunião que irá acontecer na cidade de Salvador, ele irá avisar que está deixando o cargo de presidente do conselho antecipadamente, segundo uma fonte da empresa.

Mesmo confirmando o envolvimento da empresa com práticas de corrupção, Emílio Odebrecht foi autorizado pela justiça a ficar na presidência da empresa até o final de 2018, seguindo um acordo firmado de delação premiada. Segundo a constatação do Estado, a saída dele poderia ser antecipada para os primeiros seis meses do próximo ano.

Segundo fontes ligadas à empresa, a saída do patriarca da empresa estaria marcada para o mês de abril, mas essa data ainda poderia sofrer alguma alteração. A empresa preferiu não se pronunciar sobre esse caso.

O grupo Odebrecht mudou diversas práticas suas em relação ao comportamento dos seus empregados, promovendo também uma maior transparência em suas negociações.

A empresa começou essa mudança buscando no mercado, diversos especialistas para colocar no seu conselho administrativo.

Essa saída antecipada do presidente da empresa é uma dessas práticas que estão sendo adotadas, já que não adianta fazer diversas modificações na empresa e deixar as mesmas pessoas no controle do grupo.

Emílio Odebrecht depois de deixar a presidência do conselho, permanecerá apenas como presidente da Kieppe, que é de propriedade da família Odebrecht.

O presidente do grupo na reunião do conselho, irá fazer um resumo de todas as práticas que foram tomadas pelo grupo Odebrecht, e as consequências de tudo o que aconteceu até o momento. Também vão ser discutidos todos os movimentos do grupo para conseguir permanecer ativo e competitivo no mercado.

De acordo com essa fonte, as discussões também vão decidir sobre possíveis demissões de empregados, visando enxugar ainda mais o seu quadro.

O grupo Odebrecht já  reduziu quase 120 mil empregados  e cerca de R$ 7,4 bilhões de ativos já foram negociados. O objetivo é adaptar a empresa de acordo com a nova realidade dela.