Acordo próximo de ser fechado para Chevron perfurar poços na Bacia de Campos

Um acordo prévio foi firmado entre a petroleira americana Chevron e a empresa Schlumberger, que presta serviços ligados ao petróleo, para fazer a perfuração de poços no Brasil. Essa medida tem como objetivo aumentar a produção brasileira, que desde  o vazamento que ocorreu em 2011,  apresentou uma queda na produção petrolífera no país.

No total deverão ser perfurados seis poços no campo de Frade, localizado na Bacia de Campos. Segundo informações, a data prevista para o começo dessas perfurações ficou marcada para o início de 2019. O valor desse acordo gira em torno de 20 milhões de dólares e pode ocorrer entre 18 a 24 meses, segundo informações sobre o assunto.

Nesse valor não estão incluídas as finalizações dos seis poços e os líquidos indispensáveis para a perfuração deles, de acordo com as fontes. Ainda será necessário que esse contrato seja aprovado pelo Conselho Administrativo da petroleira norte-americana, que inclui os serviços de perfuração dos poços, cimentação, brocas e o estudo de informações.

Tanto Isabel Ordonez, porta-voz da Chevron, como João Felix, porta-voz da Schlumberger, não quiseram falar sobre o possível acordo.

Se esse contrato for mesmo realizado, representará uma grande expansão dos trabalhos para a Chevron, que poderá explorar a região que possui a maior quantidade de extração de petróleo, em toda a América Latina. Mas a sua produção teve uma redução depois do derramamento de 2011, passando de 36,400 mil barris de petróleo por dia, para 12,5 mil barris.

Depois desse incidente com o óleo onde foram derramados 2,4 mil barris no mar, cerca de aproximadamente 107 km do litoral do estado do Rio de Janeiro, acabou não chegando nas praias litorâneas e a quantidade que vazou, foi menor que em outros vazamentos anteriores que aconteceram no Brasil, de responsabilidade da petroleira estatal.

Um pouco depois desse acidente ocorrido em 2011 no Brasil, um vazamento muito maior aconteceu no Golfo do México, onde cerca de 4,9 milhões de barris vazaram da empresa britânica BP. Essa ocorrência acabou alertando os promotores do acidente brasileiro, que acusaram a companhia e onze empregados criminalmente.

A Chevron de acordo com documentos, resolveu em 2013 os encargos civis, pagando cerca de 43 milhões de dólares em projetos ambientais e sociais.