Alta no faturamento de franquias em 2017 destaca cidades do interior

Um aumento no setor de franquias foi registrado no fechamento do terceiro trimestre de 2017, esse aumento atingiu a casa dos 7,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela ABF – Associação Brasileira de Franchinsing – no dia 26 de outubro de 2017. Segundo dados da ABF, o salto foi de R$ 38,8 bilhões para R$ 41,8 bilhões no período avaliado. De janeiro a setembro de 2017, o valor acumulado foi de R$ 116 bilhões, equivalentes a 8%.

As estimativas para o setor são de aumentar em 2% o número de franquias, com faturamento de 8% este ano. O foco em 2018 é de 8% a 10% na média de faturamento previsto pela ABF, com um aumento no número de unidades em torno de 5% a 6%. O impacto disso é direto na economia do país, com registro de crescimento no número de empregos gerados de 0,5% a 1,5% este ano. A estimativa é de mais empregos referentes ao setor em 2018 entre 5% e 6%.

Na opinião de Altino Cristofoletti Junior, atual presidente da ABF, os números positivos que estão sendo divulgados estão diretamente ligados com a retomada da economia, influenciados pela baixa inflação do país e pelos cortes nas taxas de juros. “Tenho conversado com muitos franqueadores e todos eles estão nessa perspectiva de voltar a crescer dois dígitos”, diz Altino.

Um dos maiores contribuidores para esse bom retrospecto são as franquias concentradas em capitais do país, representando nove no total de dez cidades com maior concentração de unidades no país. Também houve uma alta registrada em cidades do interior, com o surgimento de mais franquias em 2017. Entre elas estão: São José dos Campos/SP, Niterói/RJ e Uberlândia/MG, com 13%, 12% e 11% respectivamente. Quatro cidades que não são capitais apareceram entre as dez maiores em crescimento em unidades de franquia em 2017, sendo elas: Campina/SP, São José dos Campos/SP, Jundiaí/SP e Uberlândia/MG, com 20%, 19%, 17% e 17% respectivamente.

“As redes brasileiras estão procurando soluções nos mais diversos canais para atingir populações menores. Se antes tínhamos o franchising concentrado em cidades com mais de 300 mil habitantes, vemos isso paulatinamente migrando para municípios com baixa população”, afirma Cristofoletti.