Prévia de análise feita pela FGV revela elevação no PIB de agosto

 

Com o objetivo de ter em mãos uma prévia dos resultados alcançados do Produto Interno Bruto – PIB (índice utilizado para medir a atividade econômica por meio da soma monetária de todos os serviços e bens produzidos em determinada região) em 2017, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) realizou levantamentos que revelaram dados favoráveis ao cenário econômico nacional.

Claudio Considera, coordenador do Monitor PIB-FGV, responsabilizou os setores de negócios agropecuários e de construção civil como os principais segmentos que sinalizam desempenhos significativos a influenciar na recuperação da economia brasileira. “Não só ao bom desempenho da agropecuária, mas também de segmentos que, apesar de ainda continuarem em níveis muito baixos, já começaram a mostrar sinais de melhora”, ressaltou o economista, ao se referir também à construção civil e a formação bruta de capital fixo (adição de investimento realizado por empresas com a intenção de ampliar sua produção).

Segundo as informações coletadas do Monitor do PIB, em comparação com julho, o mês de agosto apresentou uma elevação de 0,2% no indicador de crescimento econômico. Ainda de acordo com esta verificação, o índice, mesurado pela FGV, apontou no trimestre móvel, de junho a agosto, a alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior.

Apesar de considerada um dos destaques para médio e longo prazo, a construção civil, mesmo com tendência ao crescimento, apresentou nesta apuração uma retração com queda de 6% em seus resultados em termos comparativos.

No geral, transpondo estes números para valores monetários reais, o montante do PIB somado até agosto foi de R$4,368 trilhões.

Na análise do mesmo trimestre móvel finalizado em agosto de 2016, o PIB registrou o percentual de 1,1% no índice de elevação econômica. Dentro deste indicador alcançado no ano anterior, os setores que receberam destaque por seu desempenho crescente e favorável foram: agropecuária, com 12%; comércio, com 3,5%; indústria extrativa mineral, com 3,5%; transportes, com 2,9%; e, indústria de transformação, com 1,9%.