Brasil conta com mais de sete milhões de Microempreendedores Individuais

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De acordo com pesquisa efetuada pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, em março de 2012 foram contabilizados no país 20,5 milhões de trabalhadores autônomos e 1,9 milhão de MEI – Microempreendedor Individual. Já dezembro de 2016 apontou a existência de 22,1 milhões de autônomos e 6,6 milhões de MEI, passando o percentual de formalização entre os empreendedores brasileiros de 9,5% para 30%, respectivamente, mostrando aumento superior a três vezes em comparação ao registrado em 2012.

Segundo os dados computados, os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste foram apontados como as regiões que superam à média em relação ao número de formalização no país. Seguido pelos 45% do Rio de Janeiro, e 41% do Espírito Santo e São Paulo, o Distrito Federal foi a área que mais alcançou cobertura de MEI com cerca de 48,5%.

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, declarou que o MEI, com seus dez anos de existência, é visto como o maior programa destinado a formalização empreendedora do mundo. “Em oito anos, ultrapassamos os sete milhões e, pela quantidade de informais, ainda há espaço considerável para o crescimento desse segmento de empresários”, enfatizou.

Outro ponto importante demonstrado pelo estudo foi a influência do tempo de trabalho informal por parte de muitos empreendedores. No ano de 2014, 44% dos 54% de Microempreendedores Individuais, antes de aderir ao novo enquadramento, exerciam suas atividades informalmente há mais de 10 anos. Para Domingos, “Isso comprova que cada vez mais pessoas que já estão no mundo dos negócios estão querendo se formalizar”.

Dentre os empresários que iniciaram suas atividades de modo informal, 78% revelou que possuir um CNPJ ajudou nas relações com fornecedores e dois terços afirmou que a oficialização do negócio foi responsável por ajudar a ampliar o número de vendas.

Ainda conforme o levantamento, diante dos benefícios alcançados com a adesão ao registro, de cada dez MEIs, oito reconheceram a importância em recomendar a formalização para outros empreendedores ainda informais. A oficialização das empresas, além das vantagens proporcionadas ao empreendedor também ajuda a gerar mais postos de empregos formais no país.