Com o déficit nas contas da Petros, a Petrobras e os funcionários terão que cobrir esse rombo

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Será preciso cerca de dezoito anos, para que o rombo na Petros seja acertado pela Petrobras, e a empresa precisará pagar cerca de R$ 12,8 bilhões durante esse período, foi o que declarou a empresa através de uma nota essa semana. Nos primeiros doze meses, a estatal irá acertar cerca de R$ 1,4 bilhão desse déficit.

A  BR Distribuidora  também precisará pagar cerca de R$ 900 milhões, sendo que ela ainda está passando pelo sistema de vendas de suas ações na bolsa.

A Petros é uma instituição, que gere a aposentadoria complementar dos funcionários da Petrobras.

Para solucionar esse déficit no fundo de pensão, serão necessários que todos os funcionários e também os aposentados, paguem uma taxa complementar de seus recebimentos, além de todos os pagamentos que terão que ser feitos pela Petrobras.

A Petros (Conselho da Fundação Petrobras de Seguridade Social) aprovou a implantação desse sistema essa semana, e a previsão para começar é em dezembro desse mesmo ano.

De acordo com a estatal, esse rombo já foi considerado nas apresentações financeiras da Petrobras, não demonstrando nenhuma alteração nos resultados desse ano.

Segundo o fundo de pensão, esses rombos tiveram como principais fatores, a mudança das características das famílias e uma maior expectativa de vida, entre os integrantes assistidos por esse plano; acordos judiciais e também a diminuição prevista da rentabilidade dos investimentos, devido à atual situação econômica.

Outros fundos de pensão também apresentaram déficits em suas contas, mostrando que a Petros não foi a única nessa situação.

A Petrobras ainda declarou que ao longo desse período de dezoito anos, as restituições que serão feitas em conjunto pela estatal, pela BR Distribuidora, pela Petros, pelos funcionários da Petrobras e pelos aposentados assistidos pela Petros, serão de forma decrescente em seus valores.

Depois dessa decisão do Conselho da Petros, será preciso que o Conselho de Administração da Petrobras, também faça a sua avaliação e em seguida essa questão vai ser levada para a Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais), para que possa dar o seu parecer. Se a Sest se pronunciar de forma favorável, o plano começará dentro de dois meses e será implantado pela Petros.